4.2 Ateliê de Software do MRE

Depois de algumas experiências ruins com contratos de fábricas de software, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), decidiu inovar em seu novo processo de seleção para fornecedores de desenvolvimento de software, ocorrido em 2015. Inspirados principalmente pelas metodologias ágeis de desenvolvimento de software e pelo movimento “software craftsmanship1, desenvolveram um Termo de Referência (TR) bastante diferente dos recorrentemente utilizados pelos órgãos em processos licitatórios.

Para a análise deste caso, entrevistamos Gustavo Maultasch, Subchefe e coordenador da Área de Desenvolvimento da Divisão de Informática do MRE. A seguir apresentamos a visão da equipe consolidada no último processo de seleção realizado . Foram mais de oito meses de análise, discussão e consulta a órgãos de controle para a construção deste TR. A partir da entrevista, dividimos a apresentação em três eixos principais: Metodologia de desenvolvimento e métricas; o modelo das fábricas de software e o papel da área de TI. Para cada tema, expomos a visão da equipe do MRE acerca dos problemas encontrados recorrentemente nas contratações de TI do governo federal e qual foi o caminho escolhido por eles para superá-los.

1 O principal livro sobre este movimento, que foi utilizado como referência pelo MRE, chama-se “Software Craftsmanship”, de Peter McBreen.

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