Internet sem fio livre em todo o lugar

Imagine que eu tenho um roteador de internet sem fio (Wifi) em casa, pra poder me conectar de qualquer cômodo com meu laptop. Se eu não fizer nada, as pessoas que passam na rua perto de casa também poderão acessar a internet através da minha rede sem fio.

Imagine que duas casas pra frente tem outra pessoa que também tem um roteador wifi… e um pouco mais adiante outra…

Agora imagine que essas pessoas não se importem em compartilhar um pedaço da sua banda larga com os vizinhos e as pessoas que passam na rua. Afinal, qualquer dia desses ela pode estar em algum lugar e gostaria de usar internet de graça também.

Esse é um movimento que não pára de crescer em grandes centros urbanos. O site sharemywifi.com por exemplo permite que as pessoas disponibilizem seu acesso sem fio para outras. Funciona assim: Você entra e indica aonde você está disponibilizando uma conexão em um mapa. Quem tiver interesse em usar sua conexão, entra em contato com você pedindo autorização. Em contrapartida, você pode buscar no mapa alguma conexão que te interesse e pedir autorização para usar.

A idéia é que, em pouco tempo, se você compartilhar sua conexão, você vai ter acesso livre em “qualquer lugar”.

Uma idéia ainda mais interessante é a  FON. O princípio é o mesmo: Criar uma infra-estrutura descentralizada de internet sem fio. A diferença é que quem transforma sua conexão em um hotspot da rede FON, ecolhe o que quer receber em troca, que pode ser simplesmente acesso livre em qualquer outro hotspot FON, ou 50% da receita líquida da venda de sua conexão.

Dessa maneira espera-se oferecer uma alternativa barata de acesso a internet sem fio, sem que se precise investir milhões em infra-estrutura. Sai ganhando quem quer pagar para conectar a internet de qualquer lugar e sai ganhando quem compartilha sua conexão doméstica.

Acredito que modelos como este, de economia p2p, vão começar a pipocar em várias áreas. A Fon vende cartões pre-pagos para quem quiser usar a internet e está subsidiando a compra de roteadores para quem quiser entrar na rede.

Tem também gente simplesmente compartilhanco a conexão com o vizinho para os dois navegarem mais rápido. Mas isso ainda pode dar algum pepino com a lei, já que não está claro se é legal esse tipo de compartilhamento.

E ainda vai dar muito mais pepino quando as reais possibilidades dessa infra-estrutura descentralizada e livre forem utilizadas. Para dar um exemplo, daqui a pouco as pessoas vão poder conversar por voz, utilizando a internet através do celular, sem precisar passar pela rede de telefonia das operadoras. Imagine a bronca…

Leo,,

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Internet sem fio livre em todo o lugar

Usando metodologia de projetos nas oficinas

Estou empolgado de estar próximo de conseguir fazer algo que há muito tempo tenho vontade.

Até agora, por maior integração que acontecesse, as oficinas que damos são sempre compartimentadas em laboratórios: Oficina de Audio, Vídeo, Grafico e MetaReciclagem. A ideia que estamos desenvolvendo é a de orientar as oficinas por projetos, e não por laboratórios.

Como funciona isso? Bom, simplificando, no início das oficinas formam-se grupos em torno de um projeto, de um desafio. Para realizar os projetos, os grupos terão que ir atrás de descobrir como realizar uma série de coisas, e aí passarão pelos laboratórios.

Por exemplo, um grupo resolve fazer um projeto de cineclube, que exiba também uma produção de entrevistas feita no evento. O projeto poderia envolver: câmera, edição, montagem de equipamentos, produção de folhetos para divulgação, etc. Os oficineiros ficariam com o papel de orientadores, ajudando até a identificar no grupo pessoas que já saibam fazer certas coisas e organizando mini-oficinas.

O objetivo principal, ao meu ver, é desenvolver o aprender a aprender, mas sobre isso falo mais depois.

Começando uma pesquisa pra ir atrás de experiências nessa área, encontro Fernando Hernandez, que defende uma organização curricular das escolas por projetos de trabalho, ao invés de disciplinas.

“O modelo propõe que o docente abandone o papel de “transmissor de conteúdos” para se transformar num  pesquisador. O aluno, por sua vez, passa de receptor passivo a   sujeito do processo.”
“Antes, defina os problemas a resolver. Depois, escolha a(s) disciplina(s). Nunca o inverso.”

O interessante nessa história é conseguirmos trabalhar o que realmente interessa para os Pontos de Cultura, ou seja, que eles consigam nas oficinas responder a perguntas que vão ajudá-los no seu trabalho diário. E fazer isso de maneira que el@s mesm@s descubram o que precisam, incentivando o auto-didatismo.

Próxima oficina: Osasco, de 10 a 15 de julho. Espero que já consigamos experimentar alguma por lá. Nosso desafio é o curto espaço de tempo.

Leo,,

Usando metodologia de projetos nas oficinas

Sobre TV Digital

Juba publicou um vídeo com uma grande entrevista com Takashi Tome, pesquisador do Sistema Brasileiro de TV Digital do CPqD de Campinas.

A entrevista foi feita para o documentário que Djah Djah está preparando e contou também com a presença de Chico Caminatti.

O papo, bem longo, é bom por que entra em detalhes que dificilmente vemos alguém falando por aí. É bom ouvir Takashi falar porque é um cara técnico mas que também tem a visão das transformações sociais que a TV Digital pode trazer.

Para mim esclareceu a questão do canal de retorno e da possibilidade de acesso a internet pela TV Digital. De fato, este canal de retorno não dá pra ser pelo ar, por trasmissão de TV. Deve ser feito por outra rede, tipo cabo ou telefonia.

Enquanto isso no mundo real a Folha anuncia, sozinha, pela terceira vez que o padrão japonês já foi escolhido. A cobertura da mídia é tosca. Basta dizer que, na Folha, todas as notícias sobre TV Digital saíram no caderno Dinheiro. Ou seja, é só uma questão de quem é que vai ganhar mais com esse novo mercado…

Na minha modesta opinião, é uma briga muito complicada de se ganhar. Aposto mais na internet. Em pressionarmos para uma política pública de banda larga. Aí vai TV, Rádio… vai tudo pela net…

aguardemos

Leo,,

Sobre TV Digital