Cataratas do Tapajós

Comecei a editar o vídeo da viagem que fiz no Abaré (barco hospital) junto com os expedicionários da saúde numa maratona de cirurgias de catarata. Vai ser um videozinho curto, só um registro mesmo da viagem.

Abaixo o Sr Dionísio, um dos ribeirinhos que foi operado. Estava praticamente sem visão, operou pterijo (carne crescida) de um olho e catarata de outro.
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Sala de espera
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Chico, um dos oftamologistas dos Expedicionários.
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Fabio Tozzi, grande figura, médico coordenador do Abaré, além de grande conhecedor de barcos, com 9 viagens para a Antartida no currículo.
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O Abaré
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Cataratas do Tapajós

Primeiros dias em Santarem

As sete e meia da manhã o locutor do rádio anuncia que teremos mais um dia de sol e céu limpo, e que já faz 30 graus! Gama me diz que tenho que botar na cabeça que não é pra ficar trabalhando na hora do almoço, “vai acostumando teu organismo a almoçar todos os dias as 12:30 e a tirar uma soneca na rede depois”. Então tá.

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Cheguei a Santarem na manhã do dia primeiro de agosto para passar 5 meses trabalhando no Projeto Saúde & Alegria.

Minha primeira passagem por essas terras foi em janeiro de 2003, com o Fernão, viagem descrita aqui nos relatos amazônicos. Foi um mês viajando de barco desde Belem até Manaus, passando por Macapá e Santarém.

Ano passado voltei aqui mais uma vez, a trabalho, organizando uma das Oficinas Regionais do programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura.

A cidade fica as margens do rio Tapajós, que diferente dos rios Soimões e Negro, tem águas claras. As praias ao redor da cidade, das quais a mais famosa é Alter do Chão, são paraísos naturais: praias de areia branca, e um imenso rio de água azul clara tão grande que até parece o mar. Esse cenário conferiu a Alter do Chão o apelido de “Caribe brasileiro” – com a sensível diferença que a água é doce!…

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O Projeto Saúde & Alegria (PSA) onde venho trabalhar é uma ONG que tem mais de 20 anos de trabalho aqui na região do rio Tapajós. Somente nos últimos anos ela conta com um barco hospital, o Abaré, grande e bem equipado, que navega por mais de 100 comunidades atendendo cerca de 30 mil pessoas. Antes disso, durante 19 anos, o PSA fez um trabalho preventivo, ensinando o pessoal a tratar água com cloro, fazendo vacinação entre outras coisas. Esse trabalho melhorou drasticamente vários indicadores de saúde da região, principalmente o de mortalidade infantil.

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Venho em um projeto que quer reavivar a Rede Mocoronga de Comunicação – uma rede entre várias comunidades atendidas pelo projeto que trocam produções impressas, programas de rádio e que agora deve entrar no mundo digital, com sites e vídeos.

Já fiz uma viagem no Abaré, acompanhando um trabalho com os Expedicionários da Saúde, numa maratona de cirurgias de catarata ao longo do Rio Tapajós. Vou começar a editar um vídeo dessa experiência e logo mais vou postando por aqui. As fotos nesse texto são da casa do Gama e aqui no PSA, que são os lugares onde passo a maior parte do meu tempo. Logo mais compro minha vespinha e me mudo!

Leo,,

Primeiros dias em Santarem