Fim de tarde no SampaLab

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Fim de tarde no SampaLab. Cristiano Scabello, Maria, Marcita…

Glerm, que veio pra Sampa por conta do workshop no IED e trouxe seus limões para o jardin de volts.

Gengix, um dos desenvolvedores do Crystal Spaces, uma Game Engine livre, pira com Palm em uma possível instalação.

Pedro e Jean resolvem os pepinos com o laptop do Bayeux. Salsaman, desenvolvedor do Lives, um software para VJs e  edição de vídeo, mostra o programa pra galera…

Mas o pebolim, tá parado…

Leo,,

Fim de tarde no SampaLab

TV Preto Velho – Na Virada Cultural

Varando a noite na virada. Apareçam que vai ser bem legal. Transmissão ao vivo de muita coisa que vai estar rolando no sesc Pompeia. Divulguem!

Leo,,

WEB_TV PRETO_VELHO
Durante a Virada Cultural, na sala de Internet Livre do SESC Pompéia será montado o Estúdio “Gambiarra” que roda somente em softwares livres, para transmissão de uma webTV.
Os interessados poderão se inscrever e montar uma programação para ser assistida por qualquer pessoa via internet. A webTV conta com a performance do PretoVelho, um boneco, tipo manequim de loja, montado com um computador dentro, que fará entrevistas e “consultas” com convidados e público.
Veja como assistir  pelo endereço tvpretovelho.estudiolivre.org ou pelo portal www.sescsp.org. br a partir do dia 05 às 16h.

[antes da Virada Cultural]
Dias 02, 03 e  04. Quarta, quinta e sexta, das 13h30 às 16h30. Na sala de Internet Livre.
Oficina para construção do “PretoVelho cura espinhela caída”
Oficina multimídia para a construção do boneco PretoVelho, os inscritos aprenderão na prática como montar e programar mecanismos digitais de interação.
Oficina de Produção Audiovisual
Proposta que visa o compartilhamento das pesquisas realizadas pelo Coletivo estudiolivre.org, com a produção de conteúdos audiovisuais, utilizando software livre desde captura de imagem, fotografia, edição e publicação na Internet. O material produzido, será transmitido durante a programação da webTV PretoVelho.

[durante a Virada Cultural]
Cortejo|Performance do PretoVelho
Caminhada coletiva, com o PretoVelho onde o público receberá um “vale-consulta-com-o-PretoVelho” para serem entrevistados numa espécie de talk-show improvisado.
Dias 05 e 06. Sábado, às 16h. Domingo, às 00h, às 1h30, às 3h30 e às 10h.
Oficina Relâmpago de Produção Audiovisual
Preparação de conteúdo e produção de roteiro básico, saída a campo para filmagem, decupagem de material e conversão do material para meio digital, edição e inserção de créditos com a conversão dos arquivos para publicação na Internet. Duração 2 horas.
Dias 05 e 06. Sábado, às 16h [turma 1], às 19h [turma 2] e às 21h [turma 3]. Domingo, às 11h [turma 4], às 13h [turma 5] e às 15h [turma 6].

Inscrições na sala de Internet Livre
Quarta a sexta, das 10h às 20h30.
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

SESC Pompéia
rua clélia, 93 são paulo-sp 05042-000
tel 11 3871-7700

TV Preto Velho – Na Virada Cultural

Palestra sobre RSS e podcast

Quarta-feira vou fazer uma participação em uma aula de pós gradução tocada pelo Sergio Amadeu na Casper. O curso se chama “práticas colaborativas na internet: p2p e web 2.0”

A idéia é mostrar um pouco como funciona o RSS, desmitificar um pouco essa história de web 2.0 e, por fim, mostrar como produzir e publicar um podcast. Aqui tem o post no blog do Sergio.

A aula é para os alunos da pós, então não posso chamar ninguém… hmmm.. por que to publicando isso aqui então?

Leo,,

Palestra sobre RSS e podcast

Você é um criminoso?

Cada vez fica mais claro que a caça a pirataria na rede traz prejuízos a produção e circulação de conteúdo livre.

Miguel Caetano já vem falando disso há um tempo, e eu mesmo já postei aqui sobre essa tentativa de se impor um modelo de uso da web ainda baseado na centralização e controle do “conteúdo”.

E você? Que assiste seus vídeos, baixa suas músicas e ouve na sua casa. Você é um criminoso? Pergunto isso porque o que está acontencendo agora é que a união européia está para votar a Segunda Directiva para a Aplicação dos Direitos de Propriedade Intelectual.

Essa Diretiva propõe, entre outras coisas, que “ajudar, instigar ou incitar” a violação de direito de autor passará a ser considerado crime.

Com certeza a interpretação disso é bastante subjetiva, mas podemos enxergar onde se pode chegar com essa classificação. Por exemplo, se alguém resolve investir em um software de compartilhamento de conteúdo livre via p2p, poderia ser enquadrado por estar ajudando a violação de direito de autor.

E se você fizer um tutorial de como usar um programa para copiar CDs? E se você usar um software peer to peer mesmo que seja para baixar conteúdo legal?

Fiquemos espertos…

Leo,,

Você é um criminoso?

Oficinas na Tainã e no Instituto Criar

No dia 22 de fevereiro fui dar uma oficina “Se joga na rede” lá na Casa de Cultura Tainã, em Campinas, como parte das oficinas que eles estão organizando pela Rede Mocambos. É sempre bom voltar a Tainã, ver o espaço cada vez melhor e ouvir o som dos tambores de aço.

oficinatainapeq.jpgNa oficina, muitas pessoas do MST, algumas da Casa e outras de outros movimentos ali de Campinas e Amerciana. Conversamos praticamente o dia todo, com direito a um tempo pra várias pessoas fazerem emails, abrirem blogs e se familiarizarem com o uso da rede.

Na segunda-feira seguinte, dia 26, fui no Instituto Criar, falar sobre direitos autorais com os alunos. Foi um papo muito bom. Todos já usavam bastante a internet e, como estão próximos de finalizar seus projetos experimentais, que marcam o fim do curso e o ingresso em um estágio, estavam lidando na prática com as problemáticas dos direitos autorais nos dias de hoje. “Posso usar aquela foto que achei?” “E um pedaço da música?” Etc.

criar.jpgConversamos de tudo, desde história do direito autoral, problemas com patentes e biopirataria até o parasitismo dos serviços da web2.0, como o youtube, que pode fazer o que quiser com o conteúdo que publicamos. Passamos ainda por Software Livre, copyleft e Creative Commons.

A roda aconteceu no estúdio A, o maior. Eles têm uma estrutura inc?ivel, tanto de espaço quanto de equipamentos. Muito legal ver a galera com tantos recursos a mão. O espaço, o equipamento e a bolsa para poder estar todos os dias lá, aprendendo e experimentando.

Contudo, vejo um desafio para o pessoal lá. Todo o esforço é voltado para o ingresso no mercado de trabalho; é portanto, um trabalho de inclusão, de adequação dos indivíduos a (dura) realidade do mundo das TVs e produtoras de SP. O desafio que vejo é o de como fazer esse trabalho transceder a (r)evolução pessoal, para gerar de fato uma transformação no aluno e no seu meio de convivência. É muito importante dar a oportunidade pra galera fazer um curso e arrumar emprego, mas me pergunto se há realmente trabalho pra todo mundo, e se não é importante também um movimento no sentido de transformar a realidade (através da apropriação dos meios de comunicaçao) e não só de se adequar a ela e conseguir, enfim, trabalhar na Globo ou no SBT. Que trabalhem! Mas que briguem por suas TVs locais também…

É um desafio ao mesmo tempo diferente e semelhante ao desafio da Tainã, que nasceu e cresceu através do esforço da própria comunidade e hoje vê grandes pessoas, que cresceram lá, irem embora pela necessidade de trabalho.

Que todas as iniciativas se cruzem, e um ajude o outro a superar seus desafios!

Leo,,

Oficinas na Tainã e no Instituto Criar

Pequena contribuição, grande significado (pra mim)

Estava fazendo o site do Seychelles usando o wordpress, mesmo CMS que uso aqui no pirex, e queríamos colocar um calendário de eventos, para divulgar as datas dos shows.

Encontrei um plugin que fazia isso, instalei e começamos a usar. Logo sentimos uma necessidade que o plugin não satisfazia: a de se atribuir links aos dias de show, para que a pessoa clicasse e fosse buscar mais informações…

Fui fuçar no código pronto a fazer uma daquelas gambiarras mas acabei me entendendo bem com ele e consegui dar um upgrade no plugin, adicionando essa funcionalidade. Agora estou tentando falar com o desenvolvedor orginial, para que ele incorpore isso a distribuição oficial do plugin. Trabalhar com software livre é isso… me beneficio do trabalho de uma monte de gente, e um monte de gente se beneficia do meu.

Fiquei muito feliz. Primeiro porque estou voltando a programar, e dessa vez software livre. Em segundo lugar porque, por menor que seja a contribuição, sinto que estou começando a achar um caminho para contribuir de fato para o desenvolvimento de software livre, não só com lábia, mas com código. Isso faz muita diferença (pra mim)!

Leo,,

Pequena contribuição, grande significado (pra mim)

Linux em Hollywood

Depois de ler o artigo “A imagem do Brasil como utopia do Software Livre em Risco” fiquei curioso em saber como se dá esta mesma questão em outros países. O uso parasita do software livre não deve acontecer só por aqui. Já sabia de orelhada que grandes estúdios de Hollywood usavam linux para produzir seus longas, e fui investigar essa relação, afinal, os caras têm muito dinheiro.

Será que eles realmente usam linux pra tudo? Ou só em alguns servidores? Será que eles contribuem de alguma maneira com a comunidade? Afinal, quais softwares livres eles usam? Posso usar o mesmo software que eles usaram para animar o Yoda aqui em casa?

yoda.pngRapidamente encontrei vários artigos de Robin Rowe sobre o tema, que responderam a praticamente todas as minhas perguntas.

De fato, os grandes estúdios usam linux tanto nos servidores como nos desktops dos animadores. Em cima do Linux rodam softwares livres, proprietários e outros desenvolvidos dentro do prórpio estúdio, já que eles contam com uma equipe fixa de desenvolvedores.

Nosso grande mestre Yoda, por exemplo, foi animado em um software desenvolvido pela Industrial Light & Magic’s. Segundo Robin, o maior receio dos estúdios em publicar o código desses softwares são eventuais problemas com patentes, o que traz a tona mais um prejuízo da lei de patentes sobre softwares. (saiba mais sobre esse assunto).

Um dos aplicativos livres mais usados pela indústria cinematográfica (se não o mais usado) é o CinePaint, que serve basicamente para retoque de imagens quadro a quadro. Robin é o responsável por ele hoje em dia. Troquei uns emails com ele tentando entender um pouco melhor essa relação entre os desenvolvedores de software livre e Hollywood, confira abaixo (agredecimentos ao Roberto pela revisão na tradução).

ps – essa é a primeira e última entrevista que faço por email.

Como começou o projeto CinePaint?

Robin Rowe: A indústria cinematográfica estava procurando um substituto do Photoshop para Unix (que existiu durante um tempo mas foi descontinuado). Hollywood contratou vários desenvolvedores do GIMP, incluindo seu mantenedor, movendo o foco do desenvolvimento para Hollywood.

Hollywood considerou que o trabalho que financiaram iria se tornar o GIMP 2. Mas o mantenedor se aliou a um grupo de desenvolvedores furiosos da alemanha que achavam que eles deveriam controlar o GIMP. GIMP não publicou o código com suporte a 16 bits patrocinado por Hollywood como GIMP 2, ao invés disso anunciaram um ambicioso vapoware chamado GEGL (em 2000). O mantenedor deixou Hollywood e ainda está com o GIMP.

Eu escrevi uma reportagem para o Linux Journal sobre Linux em Hollywood que descrevia o Film Gimp. Leitores começaram a pedir o tarball (pacote) e a me mandar patches. Eu o publiquei no SourceForge e mais tarde o projeto mudou de nome para CinePaint.

De acordo com o site oficial do CinePaint, ele é usado por vários estúdios, como a Sony Pictures (Homem Aranha) e o Rythm & Hues (Harry Potter). Eles cooperam de alguma maneira com o desenvolvimento do CinePaint? Como?

RW: Os estúdios usam CinePaint da maneira que melhor lhes convém e, de vez em quando, me mandam código. Ninguém é obrigado a dizer como usa o CinePaint nem a contribuir financeiramente ou com código.

RnH e Silicon Grail empregaram os desenvolvedores da versão original (antes de eu começar a desenvolvê-lo). A RnH ainda mantinha o código e me disse onde eu poderia encontrá-lo no CVS do GIMP. Então a Sony deu uma porção de código e correção de bugs que eles tinham desenvolvido. Um gerente da Sony se tornou mantenedor dos releases do CinePaint por vários anos, o que ajudou muito. ILM nos deu os plugin OpenEXR. Eu estava trabalhando na DreamWorks Animation em P&D e tentei fazer com que eles patrocinassem o CinePaint, mas eles já tinham optado pelo CrossOver, para fazer o Photoshop rodar no Linux.

Como é isso no que diz respeito ao sistema operacional?

Os grande estúdios rodam Linux nos servidores e nas máquinas dos artistas.

Os estúdios normalmente pagam por suporte oficial? Os que não pagam, contribuem de alguma maneira com o desenvolvimento?

Não nos dois casos.

Os estúdios não precisam procurar por suporte externo a não ser que seja mais barato. Eles têm mais desenvolvedores que trabalham com Linux do que os projetos de Software Livre têm. Por exemplo, 100 desenvolvedores trabalham na DreamWorks Animation.

Por razões legais, os estúdios são relutantes em contribuir com código. Se você tem muito dinheiro e abre seu código para o público, isso pode encorajar donos de patentes a atacá-lo. IBM e Novel gastaram muito dinheiro para defender o Linux das reclamações da SCO.

Na sua opinião qual seria a relação ideal entre os desenvolvedores de software livre e os usuários profissionais/comerciais?

Idealmente, desenvolvedores teriam apoio para poder fazer o mesmo para os usuários.

Linux em Hollywood

A internet é de quem?

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Esse vídeo aí em cima tem uma linguagem bem legal. Apresenta muito bem como é (ou como pode ser) a internet. Alguns chamam isso de web 2.0, eu sou do time que fala simplesmente web.

Esse termo “2.0” surgiu da idéia de uma internet mais participativa, onde o conteúdo fosse criado pelos usuários (vide YouTube), que tem mais serviços (Agendas, wikis, documentos…) e mais redes sociais (orkut, myspace…).

Mas quando olhamos de perto, podemos ver esses “novos recursos” como nada além de uma evolução, constante e interminável, do que é a internet. Além disso, não existem critérios tão claros para se definir o que seja web 2.0. Trocando em miúdos, é apenas um jargão jornalístico e comercial.

Mais do que isso, colocar um número de versão na internet inteira, é classificá-la como se ela fosse um produto do qual você pode agora desfrutar, e não um processo do qual você faz parte. Por trás de um discurso de democratização da produção de conteúdo, está escondido o fato da centralização da propriedade desse conteúdo e dos meios de compartilhamento.

Basta perceber que todo o conteúdo publicado no YouTube é de propriedade do portal. Quando o Google pagou US$1,6 bilhões de dólares pelo site, o que exatamente ele estava comprando? O que confere valor ao YouTube não é o software que foi desenvolvido, há muitos outros serviços semelhantes. O valor vem da produção e do trabalho dos milhões de “usuários”. Quanto eles (nós) ganharam nessa transação bilionária? Nada.

Existem experiências no sentido de dar recompensa financeira aos usuários, como o Revver. O próprio YouTube também já acenou com a intenção de adotar algum modelo semelhante. Mas iniciativas como estas não acabam com o principal problema do modelo defendido pelas empresas da web 2.0, que é a centralização do conteúdo.

Empresas como YouTube ou MySpace dependem de uma grande estrutura central e controlada para terem sucesso. Isso significa praticamente replicar o modelo ultrapassado de um grande centro provedor de conteúdo. É a réplica do broadcast em cima de uma estrutura com um potencial maior.

A natureza da internet é a de ser uma rede ponto a ponto (peer to peer, p2p) em que cada ponto pode se comunicar diretamente com outro. Isso que faz o compartilhamento de conteúdo em larga escala sem uma grande estrutura física centralizada ser possível.

Não é a toa que existe um combate massivo contra as redes p2p por parte de grandes empresas. A “falta de controle” é algo assustador…..

O jargão da web 2.0 aponta para uma internet mediada e controlada por grandes empresas que oferecem serviços e uma grande infra-estrutura centralizada (desnecessária quando se trabalha em rede p2p).

A descentralização da infra-estrutura só traz benefícios para a rede: evita gargalos e traz autonomia para os usuários. Experiências como a de conexão a internet sem fio descentralizada e colaborativa, vão nesse sentido. É preciso que seja mais explorada a capacidade da troca de informação diretamente “ponta a ponta”, que transcenda a troca de arquivos, para que a internet realmente evolua significamente.

Enquanto isso, fiquemos espertos com o canto da sereia.

A internet é nossa.

A internet é de quem?