Oficinas na Tainã e no Instituto Criar

No dia 22 de fevereiro fui dar uma oficina “Se joga na rede” lá na Casa de Cultura Tainã, em Campinas, como parte das oficinas que eles estão organizando pela Rede Mocambos. É sempre bom voltar a Tainã, ver o espaço cada vez melhor e ouvir o som dos tambores de aço.

oficinatainapeq.jpgNa oficina, muitas pessoas do MST, algumas da Casa e outras de outros movimentos ali de Campinas e Amerciana. Conversamos praticamente o dia todo, com direito a um tempo pra várias pessoas fazerem emails, abrirem blogs e se familiarizarem com o uso da rede.

Na segunda-feira seguinte, dia 26, fui no Instituto Criar, falar sobre direitos autorais com os alunos. Foi um papo muito bom. Todos já usavam bastante a internet e, como estão próximos de finalizar seus projetos experimentais, que marcam o fim do curso e o ingresso em um estágio, estavam lidando na prática com as problemáticas dos direitos autorais nos dias de hoje. “Posso usar aquela foto que achei?” “E um pedaço da música?” Etc.

criar.jpgConversamos de tudo, desde história do direito autoral, problemas com patentes e biopirataria até o parasitismo dos serviços da web2.0, como o youtube, que pode fazer o que quiser com o conteúdo que publicamos. Passamos ainda por Software Livre, copyleft e Creative Commons.

A roda aconteceu no estúdio A, o maior. Eles têm uma estrutura inc?ivel, tanto de espaço quanto de equipamentos. Muito legal ver a galera com tantos recursos a mão. O espaço, o equipamento e a bolsa para poder estar todos os dias lá, aprendendo e experimentando.

Contudo, vejo um desafio para o pessoal lá. Todo o esforço é voltado para o ingresso no mercado de trabalho; é portanto, um trabalho de inclusão, de adequação dos indivíduos a (dura) realidade do mundo das TVs e produtoras de SP. O desafio que vejo é o de como fazer esse trabalho transceder a (r)evolução pessoal, para gerar de fato uma transformação no aluno e no seu meio de convivência. É muito importante dar a oportunidade pra galera fazer um curso e arrumar emprego, mas me pergunto se há realmente trabalho pra todo mundo, e se não é importante também um movimento no sentido de transformar a realidade (através da apropriação dos meios de comunicaçao) e não só de se adequar a ela e conseguir, enfim, trabalhar na Globo ou no SBT. Que trabalhem! Mas que briguem por suas TVs locais também…

É um desafio ao mesmo tempo diferente e semelhante ao desafio da Tainã, que nasceu e cresceu através do esforço da própria comunidade e hoje vê grandes pessoas, que cresceram lá, irem embora pela necessidade de trabalho.

Que todas as iniciativas se cruzem, e um ajude o outro a superar seus desafios!

Leo,,

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