Direito de roubar

O silêncio generalizado em relação aos grandes crimes de sonegação (o caso do vazamento das contas do HSBC, a operação Zelotes e o recente protesto dos procuradores da Fazenda) em oposição ao grande barulho dos escândalos de corrupção no governo (com especial atenção aos que envolvem um certo partido) escondem uma crença perigosa: a de que “sonegação não é tão grave assim, afinal, de que adianta pagar impostos se o governo rouba e é ineficiente?”.

Me parece que os ricos têm, além de todos os privilégios que sabemos, mais este: o de poder roubar. Afinal, eles sabem melhor como cuidar do dinheiro. Seja na sonegação ou na ocupação irregular de terra do clube Pinheiros e das mansões em Brasília, os ricos acham que tem o legítimo direito de se apropriar da riqueza coletiva.

Os procuradores federais alertaram. Foram 200 bilhões só em 5 meses. Já se fala em um terço de todo o PIB mundial em paraísos fiscais. Não há roubo maior. Não há corrupção em nenhum governo no mundo que gere mais desigualdade do que esta apropriação indevida de riqueza encabeçada pelo sistema financeiro.

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