A Revolução da Economia

Lá na argentina, por acaso, me deparei com o novo livro de Alvin Toffler. Não comprei, esperando comprar aqui no Brasil em português, mas descobri que o livro ainda não foi lançado por aqui… (apesar de no site do autor constar a versão brasileira para “Agencia Siciliano Livros e Revistas”, não encontrei nada)

Alvin Toffler, e sua esposa Heidi, são umas das pessoas que mais entendem as transformações que estão acontecendo na sociedade atualmente. Eles fazem uma análise a partir do ponto de vista da economia, mas não restrita a ela. Falam sobre comportamento, família, cultura, etc. Alvin também foi um dos primeiros a enxergar essas mudanças. Em 1973 ele já escrevia:

“O que estamos vendo hoje não é simplesmente um distúrbio econômico, mas algo muito mais profundo, algo que não pode ser compreendido dentro do escopo da economia convencional. É por isso que cada vez mais grandes economistas reclamam que “as regras antigas não funcionam mais”. O que estamos vendo é uma crise geral do ‘industrialismo’ – uma crise que transcende as diferenças entre o capitalismo e o comunismo soviético, uma crise que está, ao mesmo tempo, rompendo com nosso sistema de valores, nosso senso de espaço e tempo, nossa epistemologia, assim como a economia. O que está acontecendo é, nem mais nem menos, a queda da civilização industrial no planeta e a primeira aparição fragmentada de uma ordem social completamente nova e drasticamente diferente: uma civilização super-industrial que será tecnológica, mas não mais industrial.” Tradução livre de trecho do livro The Eco-Spasm Report – 1973

O interessante é que, diferente de vários outros visionários, ele ainda está na ativa e não ficou ultrapassado. Em 93, em palestra aqui no Brasil, falou de muitas coisas interessantes, atualizando sempre seu discurso a realidade atual – que normalmente comprova que ele estava certo desde o começo.

“Em breve será possível trazer cerca de 500 canais diferentes à maior parte das residências nos Estados Unidos. Cada pessoa vai vasculhar a oferta e selecionar dois ou três canais que normalmente sintonizará. Contudo, os meus três canais serão diferentes dos seus três canais, e os seus serão diferentes dos dos seus vizinhos, e assim por diante. Nenhuma rede de televisão conseguirá mais atingir, com regularidade, um terço da audiência, porque essa audiência estará distribuída entre mais de 500 canais disponíveis, e não apenas três. Para abastecer esses 500 canais haverá um aumento, e conseqüente diversificação, dos estúdios de produção. A conseqüência de tudo isso é que a produção, a distribuição e o consumo do entretenimento e da informação serão altamente diferenciados. ” Resumo da palestra feito po Eduardo Chaves

revolutionarywealth_sm.jpgE será que o velinho conseguiu absorver o que trouxe a internet? o software livre? etc… tudo indica que sim. Em um site portugûes, que vende seu novo livro “A Revolução da Economia”, achei essa síntese:

Neste texto, descobrimos as muitas ligações escondidas que existem entre os desportos extremos, as bolachas de chocolate, o software Linux, e como a -complexidade excessiva- em que a nossa sociedade vive e as mais vulgares transformações económicas irão ter implicações na sociedade, na política, na cultura, nas instituições e nos valores.

Já encomendei.. deve estar chegando em breve…

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