Osasco dia 2

De manhã cedo não demorou muito e já tinha bastante gente no auditório. A atividadede Introdução a Gestão Compartilhada andou bem. O debate depois do vídeo do Paulo Freire foi muito bom. Bem melhor do que o do dia anterior.

Uma das coisas legais do debate foi falar que as práticas de trabalho colaborativo em rede não são novidades, e muitas vezes remetem a práticas antigas. A velha história do puxadinho… Falamos também do ponto de partida para as oficinas, que não deve ser a máquina, e sim o que as pessoas fazem e querem fazer.

Ontem o pessoal estava ainda muito frio. Por isso jogar o debate sobre Cultura Digital mais para frente, quando as pessoas estiverem com mais bagagem para discutir, quando as coisas ficaram menos abstratas, é uma boa ideia.

A tarde fizemos a roda em volta do grande painel de papel kraft pregado no chão. Uma rodada de aquecimento, cada um falando a primeira coisa que viesse na cabeça. Depois demos um círculo com a palavra “Culturas” no centro do painel. “Quando rolar a música todo mundo pega as canetas que estão no chão e vão puxando círculos menores com palavras que venham a nossa cabeça. “Culturas” me remete a alguma coisa que remete outra pessoa a outra coisa…

Um, dois, três e já. O som engasga e o pessoal espera a música. Augustus Pablo. E todo mundo vai ao painel e começa a escrever. Todos de uma vez. Alguns minutos depois o som pára e as pessoas se afastam sorridentes.

Tava lá um mapa gigantesco, com mil combinações, como por exemplo: Culturas > África > Bantu > Ancestralidade > Música > Alegria > Tambor > Rede > Ayê > Candomblé > Raízes…

Depois de alguma contemplação, dividimos todos em seis grupos, aproveitando os grupos que se formaram de manhã na atividade do IPF.

Cada grupo desenha um pequeno mapa conceitual espalhados pelo saguão do prédio e pelo jardim. No centro do mapa: “Fazer”. A idéia era responder 3 questões: O que eu sei fazer? O que eu gostaria de fazer? O que eu considero impossível de fazer.

A partir daí cada grupo se reuniu, por mais de uma hora, e bolaram um projeto para ser desenvolovido durante as oficinas.

Ficamos circulando de grupo em grupos, dando idéias e incentivando que os projetos usassem mais de uma linguagem.

Os projetos, resumidamente, foram:

1. Uma performance, com músicas e projeção de vídeos.
2. Um grupo que misturou brancos, afro-descendentes e índios para fazer um vídeo sobre miscigenação
3. Uma rádio-foto-novela, misturando todas as linguagens e tendo como tema o encontro
4. Um video-documentário sobre pichação vs grafiti
5. Uma montagem audio-visual com animação, vídeo e música
6. contruir uma câmera a partir de uma camerinha de segurança e um video cassete velho, documentar o processo em foto e fazer um video com a camera.

A noite nos reunimos. Amanhã no fim do dia nos reuniremos novamente com os grupos para fechar a programação dos próximos dias.

Ideias para a próxima:

. Intercalar Ação, reflexão e ação. Para isso começaríamos a prática mais cedo, para termos tempos de pararmos para refletir durante o processo e voltarmos a ação. Isso parece mais interessante do que um grande período de reflexão e só depois ir para a ação. Para isso o IPF teria que ir mais para o meio da oficina, junto com o debate sobre Cultura Digital.

. Primeira atividade depois do credenciamento: montagem dos Labs, montadem da rádio, sinalização do espaço, etc… Tudo em formato de oficinas.

. Pré-projetos, para tocar logo depois da montagem dos labs. Ex: Fazer uma vinheta pra rádio.

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Osasco dia 2

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