Archive | setembro, 2007

Massificação Pirata

20 set

cd_banda_calypso_20.jpgApareceu a Regina Casé no Fantástico viajando pelas periferias do mundo. Lá pelas tantas ela chega em Angola, num mercadão, e o CD que tá dominando as paradas lá (pelo menos é o que ela disse) é o Calypso. O mesmo que não pára de tocar aqui no Pará, no centro de São Paulo e no Brasil todo.

De cara vem a mente todas aquelas coisas: Como a tecnologia está permitindo que bandas fora do eixo Rio-SP e independentemente das gravadoras tenham sucesso. E tudo isso a partir de um modelo de negócio totalmente diferente do tradicional contrato entre artista e editora, baseado na distribuição livre e descontrolada de CDs pelos camelôs afora…

Open Business, diria o pessoal da FGV e Creative Commons. FVG que até fez uma pesquisa extensa sobre o modelo de negócio do Tecno-Brega Paraense, ressaltando como é possível artistas fazerem carreira sem se basear na exploração da propriedade intelectual – o direito autoral.

Mas aí eu fico pensando. Calypso na Angola? No Brasil inteiro. Isso parece mais uma nova forma de um mesmo modelo de massificação cultural… Cadê a Diversidade a partir da tecnologia digital? Tá tudo se repetindo…

E sobre músicos ganhando dinheiro, é fácil notar que Calypso não é uma banda, mas esse casal que vocês vêem na capa dos discos. Os músicos são contratados, e devem se revezar bastante. Outro dia ouvi um relato de que os músicos de Belém reclamam muito do ritmo e das condições impostas pelo modelo Calypso de negócio – que paga muito mal os músicos.

E como todos os Cds circulam livremente por aí, os músicos também não ganham nada pela venda de suas gravações. O lucro do casal não é baseado em direito autoral, mas é, de certa forma, baseado em alguma outra coisa imaterial, que é a imagem, o carisma e a presença deles. Será que é isso mesmo? Ou será que é apenas uma nova roupagem para o mesmo modelo de massificação… aquela coisa do “eu gosto porque todo mundo gosta”. Será que a culpa é dos camelôs?
Sei lá. O que vc acha?
Leo,,

Os DJs corsários

6 set

Esses dias um grande amigo abriu mais um grande blog, O Corsário. No post de abertura ele fala bem sobre a relação dele com a pirataria na internet e como isso despertou pra ele, e pra muitos, um novo jeito de ver TV: “Eu comecei a baixar pirataria em 2000″… hehe parece confissão do AA.

Ele faz uma análise bem legal de como se surpreendeu com a mobilização das pessoas que cresceu muito nos últimos anos e hoje é capaz de disponibilizar um capítulo do LOST na rede, já com legendas em português, apenas algumas horas depois de o episódio ter estreado nos Estados Unidos.

A pirataria na internet hoje é altamente organizada, porém é descentralizada e sem fins lucrativos. Mais um bom exemplo de trabalho colaborativo que funciona.

O corsário é mais um site que aparece com um trabalho de curadoria da infinidade de coisas que estão disponíveis na rede. Esses sites fazem o papel do finado Disk Jokey das rádios antigas, que ouvia de tudo que chegava dos quatro cantos do mundo e selecionava o que considerava mais interessante para seus ouvintes.

Quem ainda tem medo de excesso de informação? A organização dessa informação tá acontecendo como tudo na rede: de forma caótica, descentralizada e de baixo pra cima.

Segue aqui alguns sites desse tipo que acompanho:

http://nirso.blogspot.com

You & Me on a Jamboree 

Som Barato

Leo,,