Archive | maio, 2007

PONG

28 mai

Cena dos primeiros testes com o PONG que estamos fazendo no IED. O jogo será projetado no chão, e os participantes jogarão andando de um lado para o outro com esses capacetes na cabeça.

Fizemos isso integrando PD e Blender via OSC. Logo mais estará tudo documentado no Estudiolivre, mas se você quiser saber, já existe um tutorial de como fazer essa integração.

Por favor, habilite o Javascript e Flash para assistir este vídeo Flash .

A República

25 mai

med_republica.jpgAí tem aquele seriado épico, que conta história da crise da República em Roma, das guerras e da tomada de poder por um diatador… Há 2 mil anos em uma sociedade na qual baseamos muito a nossa.
Depois vem aquele das Estrelas, cheio de naves espaciais, alienígenas e guerra. Fala da crise da república, e da tomada do poder por um ditador…

Tudo sempre com muito sangue.

Po… milhares de anos atrás. Milhares de anos a frente. Será que não temos mais imaginação pra inventar outra coisa? Será que isso é reflexo da falta de criatividade do ser humano, ou simplesmente falta de criatividade de quem escreve esses roteiros.

Hmmm… Acho que é falta de criatividade de quem assiste a tudo isso…

Leo,,

Ocupação Guapira ganha Menção Honrosa em Festival

22 mai

Parabéns galera!

Car@s

É com felicidade que compartilhamos com vocês o prêmio  Mensão Honrosa recebido por nosso vídeo “Ocupação Guapira” no  1º Festival de Curtas  Metragens de Documentários de Direitos Humanos de São Paulo. À todos que nos apoiaram na criação desse documentário, especialmente ao pessoal do grupo Comunas Urbanas – Mariah Leick, Adriana Veríssimo, etc -,  aos amigos e amigas que nos incentivaram com mensagens de boa sorte, aos que foram assistir ao filme no festival e a Kekei por quem soubemos do evento, o nosso Muito Obrigado !

o filme pode ser baixado do site PIREX, de Pedro Bayeux e Leo Germani:
http://www.pirex.com.br/ocupacao-guapira/

Os premiados podem ser conferidos no site da Comissão de Direitos Humanos:
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/cidadania/cmdh/0060

bjs.
Rafael Adaime
Fabiane Borges
Felipe Ribeiro

Do lixão ao Ciberespaço – Queremos mais responsabilidades para nós?

18 mai

(texto pessimista inspirado no otimismo em http://diversidadedigital.blogspot.com/)

Existe um grande mal entendido nos recorrentes discursos sobre descentralização atualmente. Existe também uma idéia errada da noção de liberdade atribuída aos movimentos de “cultura livre” e “software livre”. As novas tecnologias, a “libertação” do conhecimento e a descentralização dos processos não trazem praticidade, agilidade, conforto, segurança, felicidade, harmonia e bem-estar para nosso dia a dia. Ao contrário, o que fazem é apenas nos dar mais responsabilidades e, por que não dizer, trabalho.

Tomemos o exemplo do nosso lixo. Uma das coisas que nossa sociedade mais produz, acredito que a frente de armamentos e seriados de TV, é lixo. Todos nós, moradores de cidades, jogamos restos de comida, embalagens e papel higiênico diariamente em sacos plásticos que são recolhidos pelo serviço de coleta municipal. Todo esse lixo é centralizado em um grande aterro e varrido para baixo de um imenso tapete radioativo.

De uns tempos para cá a reciclagem se tornou cada vez mais urgente. Entraram na moda os três eRRes (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), e cada vez mais pessoas vão tomando consciência da necessidade dessa atitude. Em alguns lugares a prefeitura implantou sistemas de coleta de lixo reciclável. A reciclagem se tornou também fonte de renda para coperativas que se formaram para trabalhar com coleta e reciclagem de lixo. Olha que beleza: “A reciclagem além de proteger o meio ambiente ainda gera empregos…” Muita gente que pensa assim provavelmente não recicla seu próprio lixo. Por quê? Porque dá trabalho.

O movimento de descentralização na coleta e tratamento do lixo – também conhecido como reciclagem – requer um pré-trabalho descentralizado que a maioria das pessoas não faz: é preciso lavar aquele pote engordurado de margarina que acabou, aquele saquinho com restos de sangue de bife, a caixa de leite, etc… É preciso se informar sobre que tipos de materiais são realmente recicláveis ou não e, mais do que isso, é preciso evitar o consumo de materiais não recicláveis: pedir pro cara da padaria não colocar o queijo naquele isoporzinho, levar a própria sacola para o supermercado e dar preferência de compra para produtos sem muitas embalagens ou com embalagens recicláveis.

Todas essas ações não trazem a ninguém mais praticidade e conforto, mas trazem mais responsabilidades. A responsabilidade pelo lixo que você gera é seu agora, não é mais da empresa, da prefeitura ou do Bush, que leva a culpa de tudo. Claro que tudo isso tem o intuito de construir uma sociedade melhor que pode garantir para seus filhos mais conforto e praticidade, mas, pelo menos por agora, isso só lhe traz mais dor de cabeça.

No ciberespaço

Vamos dar um pulo dos lixões ao ciberespaço. A natureza desse espaço “virtual” é ser descentralizado. Nele, qualquer pessoa pode publicar informações e a linha que separa “emissores” e “audiência” se torna cada vez mais borrada e confusa.

Com todo mundo produzindo e publicando, a internet se torna um espaço caótico cheio de tantas coisas que pode até ficar difícil de você achar o que quer. Isso dá calafrios e tira o sono dos mais tradicionais: como achar o que eu quero? Como posso confiar nas informações que eu acho? É tanta coisa que mais atrapalha do que ajuda… Essa internet é cheia de lixo. Lixo, de novo. E isso é verdade, se levarmos em consideração que o que é lixo para uns, é ouro para outros, já que estamos falando agora de cultura e conhecimento, e não de papel higiênico.

A solução para a classificação e busca de conteúdo na internet mais interessante que surgiu foi a taxonomia emergente, ou folksonomy, comumente conhecida das pessoas pelas “tags”. Nesse modelo de classificação descentralizada, todo mundo classifica todo e qualquer conteúdo que quiser. Um texto será conhecido (e encontrado) por ser relacionado a “manutenção de motocicletas” a medida em que muitas pessoas o classificarem dessa maneira.

De novo voltamos a responsabilidade descentralizada. O ideal desse modelo de classificação é chegarmos a ter as informações todas classificadas de uma maneira muito mais inteligente, dinâmica e intuitiva, mas, para isso, é preciso que todos se responsabilizem em classificar as coisas que vêem por aí. E isso dá trabalho.

Tomemos como exemplo o site Del.icio.us, que agrega os sites “favoritos” de muita gente. Usando a ferramenta desse site, qualquer pessoa pode sair classificando as páginas que encontra por aí e que acha interessante. Assim, quando for fazer uma busca por “manutenção de motocicletas”, ao invés de buscar no google, que trará resultados baseados em contas matemáticas de um robô, pesquisará nos “Favoritos” de muita gente e encontrará o que pessoas viram, leram, gostaram e classificaram como tendo a ver com “manutenção de motocicletas”.

Mas isso dá trabalho, e algumas buscas nesse site acabam mostrando que quem o usa são apenas os aficcionados por tecnologia, e que iniciativas descentralizadas desse tipo estão muito longe de ter proporções significativas. O mesmo acontece com a wikipedia, com poucos contribuidores em comparação ao número de leitores. Já o YouTube, onde os usuários não têm responsabilidade nenhuma, tem grande participação.

E por onde seguir? Qual internet será que queremos? Um espaço onde a interação se resuma a fazer compras sem sair de casa e ter uma rádio personalizada com o seu nome, onde consumo serviços (geralmente gratuitos) ou um espaço realmente construído colaborativamente? Queremos dividir tarefas, construir e manter a pracinha da nossa rua ou preferimos fazer uma vaquinha e contratar uma empresa que cuide disso, e ponha grama sintética, que dá menos manutenção? Assim não preciso me dar ao trabalho de ter que me relacinoar com um monte de gente diferente de mim (colaborar), e, se bobear, ainda sai mais barato.

Se liguem, não queremos ir pelo caminho mais fácil. E nem é o caminho natural. É preciso romper. É preciso trabalhar.
Leo,,

Traquitana

10 mai

Videozinho da Traquitana que o Ettienne – e sua turma – montou lá no FISL. Espaço totalmente hackeado, no meio de tudo. Muito bom… Bateria Eletronica de verdade!

Por favor, habilite o Javascript e Flash para assistir este vídeo Flash .

E eu juro, nunca programei em C

10 mai

Mais uma da série: Muito significado (pra mim)

Ontem tive mais uma grande experiência das que se tem trabalhando com software livre. Fiz, ou melhor, remixei meu primeiro programa em C. E eu juro, nunca programei em C.

bang.gifSempre que falamos em software livre pras pessoas, falamos da maravilhosa possibilidade de se ter acesso ao código fonte, para adaptar, modificar, estudar, etc… Mas a verdade é que isso, para a maioria das pessoas fica no plano imaginário, quase da fantasia.

Pois ontem eu, em uma tacada só, resolvi um problema que eu estava tendo, aprendi um pouco de C e ajudei um monte de gente que tem o mesmo problema que eu! Tudo isso sem saber programar em C, mas conseguindo remixar o codigo de dois programas – claro, com a ajuda de uma galera via IRC.

Será que cada vez mais esse costume de remixar código vai se popularizar? Outro dia uma aluna lá do IED me deu esperanças, quando conseguiu fazer isso com um código javascript, sendo que pra ela, até um mês atrás, código era coisa de outro mundo.

Ah, pra quem ficou curioso, o que eu precisava fazer era conseguir q o PD recebesse os sinais do meu teclado mesmo quando eu tivesse usando outro programa. Fiz isso pegando o código de um keyLogger e acrescentando umas linhas pra ele mandar sinais via OSC!! Grego? BANG!

Leo,,

Imagens da semana

4 mai

Algumas fotos das coisas que estão rolando:

Mimosa que está sendo construída no workshop de Open Source na faculdade Aritivisive do IED
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Construção do Preto Velho
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Os limões do Jardin de Volts que o Glerm trouxe pro IED
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